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Cairo Salim coordena audiência para discutir a segurança nas escolas. Debate aconteceu nesta terça-feira, 18

Audiência Pública sobre a violência nas escolas - ( Foto: ALEGO ) 


Por iniciativa do deputado Cairo Salim (PSD) ,  Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) realizou, na noite dessa terça-feira,18, mais uma audiência pública para debater a segurança nas escolas.


A discussão foi realizada para discutir o assunto e acontece na esteira dos ataques feitos por alunos contra colegas e professores de escolas de cidades goianas, a exemplo de Santa Tereza de Goiás e de inúmeras outras ameaças.


Nos últimos dias, diversas instituições têm debatido o tema e a Assembleia, como o poder que tem, na sua essência, o papel de discutir questões que afligem a sociedade, tem realizado vários eventos que visam analisar os acontecimentos e propor soluções.


Na mesa de trabalhos, além do presidente, Cairo Salim, a deputada Dra. Zeli Fristschie (UB); o superintendente de Segurança Escolar da Secretaria de Estado da Educação, Coronel Mauro Vilela; o superintendente da Criança, Adolescente e Juventude da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social de Goiás, Ricardo Costa Gonçalves; o presidente da Associação Psiquiátrica de Goiás, Tiago Batista; o presidente do Instituto Liberdade e Justiça Giuliano Miotto; a superintendente regional de Educação de Aparecida de Goiânia, Núbia Gomes de Brito; e o diretor da Interschool Brasil, Fernando Rassi Nader.


Também participaram da audiência representantes de diversas entidades e instituições governamentais e privadas, como o presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE), Flávio Roberto de Castro; a presidente da Associação das Escolas Particulares do Estado de Goiás, Eula Wamir; representantes da Guarda Civil Metropolitana de Goiânia, da Secretaria Municipal de Educação de Goiânia, do Corpo de Bombeiros, do Sindicato do Comércio Varejista do Estado de Goiás (Sindilojas), aém da diretora do primeiro colégio onde houve o ataque de um aluno no estado, o Colégio Goyazes, Roseli Maria Longa, entre outros.


Cairo Salim abriu o evento lembrando da gravidade do momento em que estamos vivendo. E afirmou que o Poder Legislativo não pode se furtar à essa discussão. “Os legisladores precisam ouvir a sociedade para tentar entender o problema, que não é um fenômeno de Goiânia, nem do Brasil, é um fenômeno mundial. E a partir daí, ajudar a encontrar caminhos”, sublinhou.


A preocupação com a saúde mental de crianças e adolescentes, especialmente após o período da pandemia de covid-19, foi apontado pelo presidente da Associação Psiquiátrica de Goiás, Tiago Batista, como um ponto prioritário no debate sobre a violência.


Ele parabenizou a iniciativa e classificou o debate como muito salutar, para que se possa refletir antes de se tomar medidas, uma vez que, quando são precipitadas, podem ter consequências piores que o problema original.


O superintendente da Criança e do Adolescente da Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) revelou que dos estudantes que já receberam medidas socioeducativas pela justiça, 16 adolescentes estão apreendidos nas unidades da Seds. Para ele, o número é assustador, já que são adolescentes que deveriam estar nas escolas aprendendo, se preocupando com o futuro e não planejando e executando atos de violência. 


O superintendente lembrou que, por outro lado, a secretaria atende 6.250 jovens no programa Aprendiz do Futuro, desenvolvido nos 246 municípios goianos. Segundo Ricardo Costa, é o maior programa de aprendizagem no país, que tem contribuído, fundamentalmente para que jovens não sigam por caminhos errados.


O superintendente revelou que o órgão está capacitando os monitores do Programa, para que identifiquem sinais apresentados pelos adolescentes atendidos pelo Programa e sobre como agir em caso de alguma ocorrência.


Ele anunciou, ainda, que a Seds está participando de um projeto, em parceria com a Unesco, para a implantação da cultura de paz nas escolas e comunidades.


Já a coordenadora regional de Educação de Aparecida de Goiânia, Núbia Gomes de Brito, explicou que a rede estadual de ensino sempre trabalha na perspectiva de prevenção da violência nas unidades de ensino. “Dentro da rede, a escola tem a escuta ativa. Os alunos dão sinais e às vezes só de ouvir, você evita um problema maior. Temos investido em esporte, arte para tirar os alunos da vulnerabilidade. A situação é difícil, têm alunos que são ligados a facções criminosas. Mas entendemos que escola é um lugar de acolhida, segurança e esperança e nós incentivamos o protagonismo, validando os alunos, olhando nos olhos”, disse.


O presidente do Conselho Estadual de Educação, Flávio Roberto, anunciou o lançamento nesta quarta-feira, 19, do programa Paz na Escola. Mas ressaltou que é preciso ir além, já que se trata de um problema muito grave, que exige políticas de médio e longo prazos.


Ele também avaliou que a escola precisa passar por um processo de transformação, para que seja, verdadeiramente, uma mola transformadora da sociedade. E lembrou que atualmente existe uma guerra nas redes sociais, que transcende o ambiente digital. Para ele, o retorno dos alunos à escola em 2022, após a pandemia, tendo um ambiente de total divisão do país foi muito prejudicial para os estudantes.


Em seguida, a palavra foi franqueada aos diversos participantes da audiência.


Segundo Cairo Salim, as sugestões e contribuições feitas durante a reunião, serão avaliadas e podem servir de subsídios a projetos de lei ou mesmo de pautas e reivindicações que serão encaminhadas ao Governo do Estado, prefeituras ou outras instituições.


* Agência Assembleia de Notícias

 

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Senador Canedo

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