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Aumento de casos de dengue impactam nos atendimentos na UPA Mansões Odisséia em Águas Lindas de Goiás



Nas últimas semanas, a UPA – Unidade de Pronto Atendimento Mansões Odisséia está atuando com alta demanda. A unidade de urgência e emergência de Águas Lindas tem a capacidade de realizar 250 atendimentos por dia. No entanto, no mês de abril, está sendo contabilizada uma média diária superior a 350 acolhimentos, número 40% superior que a capacidade instalada na unidade.


O aumento dos casos de dengue na cidade, sobretudo em crianças, tem sido uma das principais causas do grande volume de procura pelos serviços de urgência e emergência. Os acolhimentos de pacientes com o agravo lideram o número de admissões no posto. Nos últimos três meses, a unidade atendeu 795 pessoas com dengue, sendo 611 crianças.


A crescente procura por atendimento nos serviços impacta diretamente no tempo de espera por acolhimento. “Estamos operando acima da capacidade instalada. Por isso, mesmo com equipes completas, em alguns momentos, registramos um tempo de espera pelos atendimentos superior ao que realizado em dias normais”, explicou o médico Augusto Bucar, diretor técnico da UPA.


Como é o fluxo de atendimento nas emergências?

Quando o paciente chega às unidades, logo passa pela Classificação de Risco. Nesse momento, a equipe de Enfermagem avalia o quadro clínico do usuário, sintomas, queixas, sinais vitais, risco de morte, escala de dor e nível de consciência. Os pacientes com estado de saúde considerado mais grave são atendidos de forma prioritária.


Os níveis de gravidade são identificados por cor e, para cada um deles, há um tempo estimado para que o atendimento seja realizado.

Os pacientes que recebem a pulseira vermelha são considerados gravíssimos e necessitam de atendimento imediato. Já os classificados como laranja, são considerados muito urgentes. O tempo de espera é de 10 minutos. Se a pulseira for amarela, a gravidade é moderada. O paciente necessita de atendimento rápido, mas pode aguardar até uma hora.


A pulseira é verde? Então, o risco de agravamento da saúde é baixo e o paciente pode aguardar até duas horas. Agora, se a pulseira for azul, não é uma urgência. O usuário pode aguardar atendimento por até quatro horas.


Segundo Narita Brito, diretora-geral da UPA Mansões Odisséia, em dias de alta demanda, os tempos de espera podem variar.


“Nosso protocolo de Classificação de Risco preconiza que o tempo máximo de atendimento seja de quatro horas. Mas esse fluxo de atendimento é afetado em situações como a que temos registrado nos últimos dias, especialmente, com o aumento considerável do número de pacientes com sintomas de dengue”, explica a gestora.


Tempo de medicação para pacientes com dengue


Outro aspecto que impacta no tempo de espera para assistência na unidade de emergência por conta do aumento de casos de dengue em crianças é o período de medicação e de coleta de materiais laboratoriais que os pacientes infantis com notificação para arbovirose necessitam.


“O exame físico feito nas crianças é muito mais minucioso que nos adultos porque muitas vezes os pequenos não conseguem expressar com detalhes o que estão sentindo. Depois disso, precisamos fazer ainda a coleta de sangue e, na maioria dos casos, a administração de medicamentos via venosa que também é uma tarefa mais complicada quando se trata de um paciente infantil. Tudo isso interfere no tempo de atendimento”, afirmou Augusto Bucar.


Otimização das equipes

Para prestar um acolhimento mais ágil ao público infantil, a UPA Mansões tem adotado o sistema de otimização das equipes médicas. O fluxo consiste na rápida identificação dos pacientes pediátricos que dão entrada com quadro clínico febril – sintoma muito comum nos casos de dengue – e administração ágil da medicação adequada para controle sintomático.


“A ideia é que as equipes médicas fiquem mais atentas às crianças que chegam com quadro de febre, principalmente. Assim que o time de Enfermagem identifica um paciente pediatra com quadro febril na triagem, um médico é acionado para prescrever de imediato a medicação para controle dos sintomas. Dessa forma, conseguimos fazer com que a criança fique o mínimo tempo possível sofrendo com esse tipo de sintoma na unidade”.


Visita multi

Na busca pela melhoria contínua dos atendimentos, a equipe da Mansões Odisséia implantou o Protocolo da Visita Multiprofissional. A iniciativa fortalece o pilar da segurança dos pacientes e da qualidade da assistência, dando mais agilidade e resolutividade.


Para isso, a equipe trabalha de forma integrada, avaliando em conjunto os casos acolhidos nos critérios da visita. Ela reúne ao lado do leito do paciente, profissionais de todas as especialidades envolvidas no atendimento ao paciente, como médicos (clínico e pediatra), enfermeiros, biomédicos, assistentes sociais, farmacêuticos e agentes de regulação.


“A visita multi permite uma avaliação clínica mais ampliada e assegura que os pacientes com quadro mais agravado possam ser transferidos para unidades hospitalares de maior complexidade de forma mais ágil. Com isso, conseguimos fazer o giro dos leitos com mais rapidez, fato que impacta na redução do tempo de espera para as novas admissões”, disse Augusto Bucar.


Sintomas da dengue

De acordo com o diretor técnico da UPA, o médico Augusto Bucar, os sintomas da dengue podem ser similares aos de outras arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti. Por esse motivo, é importante que o diagnóstico seja realizado pelo médico.


Após o diagnóstico da doença, a recomendação é que o paciente se mantenha em repouso, beba bastante água e, caso necessário, utilize remédios que aliviem o incômodo dos sintomas.


Alguns sinais como febre, cansaço, vermelhidão em partes do corpo, coceira, bem como dores na cabeça, nos músculos, nas articulações ou atrás dos olhos podem ser causadas pela dengue.


Prevenção: todos contra a dengue


Para prevenir a dengue, o combate ao mosquito é indispensável. A água parada acumulada em pratos de vasos de plantas, calhas e garrafas no quintal, por exemplo, é o criadouro perfeito para a reprodução do inseto.


Por isso, além das ações de controle do mosquito feitas pelos órgãos públicos, é necessário que cada um faça sua parte, monitorando e evitando locais dentro das residências que possam acumular água parada e gerar focos do Aedes.


Fique ligado em algumas dicas para prevenção da dengue

– Utilize telas de proteção nas janelas da casa;

– Deixe as portas e janelas fechadas, principalmente nos períodos do nascer e do pôr do sol;

– Mantenha o espaço externo e interno de casa sempre limpo e livre de materiais ou entulhos que possam ser criadouros;

– Tampe os tonéis e caixas d’água;

– Mantenha as calhas sempre limpas;

– Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;

– Mantenha lixeiras bem tampadas;

– Deixe ralos limpos e com aplicação de tela;

– Limpe periodicamente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;

– Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;

– Realize a limpeza de todos os acessórios de decoração que ficam fora de casa e evite o acúmulo de água em pneus e calhas sujas, por exemplo;

– Coloque repelentes elétricos próximos às janelas. O uso é contraindicado para pessoas alérgicas;

-Velas ou difusores de essência de citronela também podem ser usados;

– Evite produtos de higiene com perfume, pois podem atrair insetos;

– Retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa;

– Faça uso de repelente sempre que estiver em áreas consideradas de infestação. Os mais indicados pela OMS – Organização Mundial da Saúde são os que oferecem até 12 horas de proteção;

– Priorize o uso de roupas claras, leves e que cubram todo o corpo – o Aedes aegypti tem atração pelo suor e por cores escuras.


Fonte: Secom – Secretaria Municipal de Comunicação


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Senador Canedo

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